Parece que cada vez mais o Blender está ganhando mais adeptos. Um dos fatores que contribuem para isso (além da excelente qualidade do programa e do seu custo/beneficio) é a disponiblidade de materiais didáticos.

Este tipo de material serve como referência para quem está estudando Blender e de quebra ainda serve como material de divulgação do Blender.

Com este pensamento em mente, uma equipe de artistas de Minas Gerais resolveu começar um projeto de um curta-metragem feito com o Blender. O projeto é um open-movie, ou seja, será disponibilizado na internet junto com todo o seus arquivos, para ser estudado livremente.

O nome do projeto é Paper Orange, e tive a oportunidade de entrevistar a equipe que está trabalhando nele. Se você entende inglês não deixe também de conferir o site deles – http://detaillibrary.blogspot.com – Se você não entende dê uma olhada lá do mesmo jeito, os estudos disponíveis estão bem legais.

parte 01 da entrevistaparte 02 da entrevistaparte 03 da entrevista

ENTREVISTA 02 de 03 – Daniel Pinheiro:

“Minha vez, minha vez! Cara isso vai ser divertido, até parece uma daquelas coisas que tem no bônus do DVD.”

De onde você é?

Eu sou de Belo Horizonte e atualmente moro em Contagem que é região da pequena Grande BH. O Dilly é de BH, o damasceno é de formiga… mas todo mundo se encontra no mesmo Café em BH.

Como você começou a trabalhar com o Blender?

Eu acho que foi quando meu irmão me mostrou um Linux pela primeira vez. Fiquei fuçando naquilo para ver se tinha alguma coisa que servisse para desenhar ou animar, por acaso tinha uma versão do Blender instalada. De lá pra cá eu fui gradualmente preferindo o blender para realizar algumas tarefas até chegar o ponto onde estou

atualmente onde trabalho praticamente com a dobradinha Gimp+Blender.

O que você pensa sobre as oportunidades para quem quer trabalhar com o Blender no mercado nacional?

Eu sempre acreditei que as chances de trabalho são iguais para os profissionais que utilizam qualquer software,acho que na área de produção visual a qualidade é o principal diferencial, mas quem trabalha com blender pode sempre falar “eu fiz isso em um software livre,” e arrancar um tanto de “é mesmo? nossa!”.

Como surgiu este projeto?

O projeto surgiu da necessidade de aprendizado pessoal e vontade de um pequeno grupo de pessoas que felizmente tem contaminado outras.

Também gosto de dizer que o projeto surgiu para termos uma desculpa semanal para tomar cafe e encontrarmos pra conversar e nos divertir.

E quais seriam os objetivos:

Acredito que os três principais objetivoas do projeto são:

1- Evoluirmos pessoalmente como profissionais (o lance do aprendizado)

2- Produzir uma peça de entretenimento de forma independente (aqui

entra o software livre como um aliado poderoso)

3- Se divertir bastante no processo todo.

Quais são seus próximos projetos?

Meu próximo projeto é o próximo curta, mas eu tento evitar ao máximo pensar qualquer coisa sobre o filme seguinte para não atrapalhar a produção do atual. Eu até criei um arquivo de texto que serve como geladeira de idéias.

Você sugere algum caminho específico para quem está querendo trabalhar com 3D e/ou animação?

Acho que para quem quer trabalhar com 3D, tem que aprender um pouco de como funciona a coisa toda e especializar na área de maior interesse, shading, iluminação, modelagem… essas coisas. Inclusive acho que foi o Dilly que me disse isso.

Quanto animação, é uma dessas coisas que você tem uma idéia e vai fazendo, uma hora fica pronto.

Você tem alguma mensagem para quem está começando no Blender?

Eu estou realmente feliz de ter conhecido e optado trabalhar com esse programa. Ele deixa meu trabalho bem mais fácil.

Tem mais alguma pergunta que você gostaria de responder e eu não tive a criatividade de perguntar?

Talvez eu perguntasse “E aí quando fica pronto o filme?” ou “Quando é a estréia?”.

A resposta para essa pergunta seria algo “assim que a gente conseguir.”

Daniel Pinheiro

“Co-diretor-co-roteirista-storyartist-animador-de-plantão-desenhista-que-reclama.”


Paper Box tests from detail library on Vimeo.

Em breve a terceira parte da entrevista.

Abraços,
Dalai

parte 01 da entrevistaparte 02 da entrevistaparte 03 da entrevista

Parece que cada vez mais o Blender está ganhando mais adeptos. Um dos fatores que contribuem para isso (além da excelente qualidade do programa e do seu custo/beneficio) é a disponiblidade de materiais didáticos.

Este tipo de material serve como referência para quem está estudando Blender e de quebra ainda serve como material de divulgação do Blender.

Com este pensamento em mente, uma equipe de artistas de Minas Gerais resolveu começar um projeto de um curta-metragem feito com o Blender. O projeto é um open-movie, ou seja, será disponibilizado na internet junto com todo o seus arquivos, para ser estudado livremente.

O nome do projeto é Paper Orange, e tive a oportunidade de entrevistar a equipe que está trabalhando nele. Se você entende inglês não deixe também de conferir o site deles – http://detaillibrary.blogspot.com – Se você não entende dê uma olhada lá do mesmo jeito, os estudos disponíveis estão bem legais.

parte 01 da entrevistaparte 02 da entrevistaparte 03 da entrevista

ENTREVISTA 01 de 03 – Eduardo Damasceno:
De onde você é?
Eu sou de Formiga. Mas pode falar que todo mundo é de Belo Horizonte. “Ou então fala que a gente é de São Corisco. Isso, San Corisco. Capital nacional do apito a jato.” *

Como você começou a trabalhar com o Blender?
Eu ainda não trabalho com Blender. Mas o projeto (e o Windows Vista) foram incentivos monstruosos para que eu finalmente fizesse minha migração 100% gnu-linux. O Gimp é meu carro chefe e fico cada dia mais feliz com o programa e por saber que qualquer problema que eu encontre ou qualquer ferramenta que eu precise, tenho onde e com quem conversar e alguma coisa será feita, porque a organicidade, esse sentimento de sempre vivo e sempre e movimento do software livre é impressionante.

O que você pensa sobre as oportunidades para quem quer trabalhar com o Blender no mercado nacional?
Se for considerar o que nosso “Produtor-Executivo-Chefe-do-departamento de Tecnologia-co-diretor” fala do programa eu não vejo porque ainda usam outros softwares 3D.

Fale um pouco sobre o projeto:
The Detail Library ou Biblioteca de Pormenores é um projeto que une uma necessidade quase biológica dos envolvidos de produzir entretenimento com a possibilidade de aprender, ensinar e divulgar o software livre. Tínhamos pessoas extremamente interessadas em produzir animação e que eram também professores de uma forma ou de outra, então era interessante para todos não necessariamente “mostrar pro mundo” mas percebermos que era possível produzirmos animação, produzirmos entretenimento sem investimentos absurdos (na verdade sem nenhum investimento) e unir isso à vontade das pessoas de aprender e ensinar. Parece utópico falando desse jeito, mas a grande diferença desse projeto para outros empreendimentos suicida-românticos é justamente a ênfase no processo. Não é “Uma batalha épica contra o sistema para provar que é possível produzir entretenimento inteligente desvinculado das grandes coorporações.” Estamos nos divertindo, e aprendendo no processo, é isso.

Os envolvidos estão aprendendo e ensinando o tempo todo, e se tornando artistas melhores, mais competentes e se considerarmos do ponto de vista da utilização de software… mais livres. Está sendo criada uma entidade, uma comunidade – Biblioteca de Pormenores -, que vai se desfazer uma vez que o filme estiver pronto e distribuído, mas as pessoas serão profissionais melhores no fim disso, e não tenho dúvida de que o próximo projeto, mesmo que seja com a mesma equipe, terá outro espírito, porque se há uma coisa que me mantém viciado em produzir o que for preciso para o filme, é o desafio que nos impomos constantemente de DESCOBRIR como resolver o que for preciso para atingirmos o que queremos. Só assim exigimos de nós mesmos e impomos nossas vontades aos softwares, sem nos tornarmos dependentes, deslumbrados ou idólatras deles.

Quais são seus próximos projetos?
Não faço a menor idéia…. parei de fazer planos tem mais ou menos um ano. Mas considerando as probabilidades, deve ser outro curta metragem animado, com grandes chances de ser ambientado aqui mesmo em San Corisco.

Você sugere algum caminho específico para quem está querendo trabalhar com 3D e/ou animação?
Se parece divertido, e você só percebe o tanto que foi difícil depois, então provavelmente é por aí.

Você tem alguma mensagem para quem está começando no Blender?
Parabéns… Eu ainda não comecei, então vocês já estão muito na minha frente.
Tem mais alguma pergunta que você gostaria de responder e eu não tive a criatividade de perguntar?
Acredito que não… mas eu ainda fico me perguntando como que tanta gente entrou nessa furada!? Parece mágica. E eu fico muito feliz de estar aqui agora, no meio disso tudo.

Eduardo Damasceno
“Co-diretor-co-roteirista-diretor-de-arte-chefe-do-departamento-de-conceito-curte-um-café”


Paper test from detail library on Vimeo.

Em breve a segunda e a terceira parte da entrevista.
Abraços,

Dalai

parte 01 da entrevistaparte 02 da entrevistaparte 03 da entrevista

Faz tempo que não falo sobre Blender por aqui, acho que estava esperando uma boa oportunidade.

Bom, hoje de manhã, enquanto comia meu Froot Loops, resolvi checar meu e-mail. Claro que eu não resisti e dei uma passada no BlenderNation.

Fiquei chocado com o que eu vi – um projeto sendo desenvolvido na UBC usando o Blender e com oferta de estágio para o verão (inverno brasileiro).

Para entender a minha alegria, a University of British Columbia fica a 30 minutos de ônibus de onde estou morando.

AI CARAMBA !!!

Perdi a hora da aula imaginando que esta pode ser a oportunidade que eu estava procurando.

Eu já tinha tentado entrar em contato com a equipe do VGA Studio – um estúdio canadense que ministra cursos e utiliza o Blender para desenvolver trabalhos de animação e visualização arquitetônica. Infelizmente eles estão muito ocupados trabalhando nos efeitos especiais de um filme. Como este projeto é sigiloso ainda não pude conhecer o estúdio, e eles não estão aceitando estagiários por um tempo.

Bola pra frente, estava procurando algum estágio relacionado à animação, mas acho que este projeto da UBC é mais interessante e pode abrir mais portas no futuro.

Então deixa eu traduzir a chamada do BlenderNation:

O Great Nothern Way Campus em Vancouver B.C., Canadá, tem trabalhado com o Blender e sua GameEngine para produzir a visualização de dados científicos relativos à política de pesca e a dinâmica da população marinha.

Além disso eles estão buscando estagiários para trabalhar com o Blender neste verão.

Dêem uma conferida no trabalho deles:

Eu achei o máximo e já mandei um e-mail pedindo mais informações e enviando meu portfolio e currículo para apreciação. Eles pedem conhecimentos em Blender, Blender GameEngine e Python.

Meus conhecimentos de Game Engine e Python são mais artísticos do que técnicos – eu sei os recursos e as limitações, mas não tenho total autonomia para desenvolver a programação de um sistema inteiro destes – mesmo assim não custa tentar contribuir em outras partes do projeto. Agora é esperar e torcer para que dê tudo certo, assim que tiver novidades eu mando notícias por aqui.

O que eu achei mais interessante deste projeto, é que ele mostra uma possibilidade ainda pouco explorada para quem trabalha com 3D que é trabalhar junto com equipes de pesquisa em diferentes áres da ciência.

Por falar nisso, há pouco tempo atrás o Allan Brito, escreveu um artigo bem interessante sobre o tema com algumas animações bem interessantes, que vale conferir:
http://www.allanbrito.com/2008/03/10/animacoes-para-area-de-saude-um-mercado-ainda-inexplorado-em-cg

Abraços,
Dalai

Espero que o texto tenha saido direito, eu acho que estou enferrujando para escrever em português.

Dia: Wednesday
Latitude: 49° 11′ N
Temperatura: 6ºC !!!

Vancouver

É, já fazem duas semanas que estou em Vancouver e ainda não consigo me acostumar com o frio.
Apesar da temperatura, Valcouver é considerado a Meca para quem se interessa por animação, artes gráficas e jogos eletrônicos.

Eu estou encantado com a quantidade de estúdios, cursos, profissionais, livros, estudantes, palestras e eventos relacionados à área.

Para mim está cada vez mais claro que o caminho para se trabalhar com isso passa por uma formação elástica no campo artístico (pintura, desenho, escultura, cênica) e passa muito longe do computador (que tem o seu papel, é claro, mas nunca vai substituir o talento do artista).

Nesta imersão no idioma bretão, e neste universo apaixonante, acho que já consigo fazer uma pequena lista das coisas que estão fazendo a viagem valer a pena:

– Acabou de chegar dois livros que são recomendadíssimos para estudar animação: The Animator’s Survivor Kit de Richard Williams, e Cartoon Animation (The Collector’s Series) de Preston Blair.
Aqui finalmente eu tive a oportunidade de folhear os dois livros e decidi encomendá-los pelo Amazon.

– Tenho ido com regularidade na Biblioteca Pública de Vancouver, onde estou lendo um livro bem legal chamado Disney’s Art of Animation escrito por Bob Thomas. Este livro conta a história de Walt Disney, e a evolução da animação produzida em seu estúdio (o advento das cores, do som, a criação de Mickey Mouse, a produção de Branca de Neve, …). Realmente o trabalho que eles desenvolveram é revolucionário até hoje.

Turok

– Semana retrasada fui a uma palestra no Vancity Theatre Center sobre o Re-Make do game TUROK para a plataforma XBOX. O evento fez parte ad Syggraph Canadá e contou com toda a equipe principal de criação da empresa PROPAGANDA GAMES – Daryl Anselmo, Brett Pascal, Steven Wrinch, Mike Perzel e Jason Buchwitz.
Considerando que TUROK foi feito para ser um jogo da nova geração de GAMES, o trabalho deles foi incrível.

– Semana passada eu visitei o VanArts, um instituto de arte com cursos de animação 2D, animação 3D, criação de jogos, tratamento digital de imagens e efeitos especiais.
O instituto ocupa quatro andares de um simpático edifício no centro da cidade. Cada “sala de aula” mais se parece com um pequeno estúdio, com 15 alunos em média, mesas de desenho, mesas de luz, esculturas em argila, livros, bonecos, posters autografados, computadores, tablets … Enfim, o paraíso 🙂

– Um aspecto legal da viagem é que estou conhecendo bastante gente que trabalha ou quer trabalhar na área de artes gráficas, e conversar com todas elas tem me ajudado bastante a refletir sobre o rumo que estou querendo tomar na minha vida/carreira.

– E por fim, eu me inscrevi em um programa de estágio não remunerado com duração de três meses. Ainda não está certo a área específica (tenho dúvidas entre um estúdio de animação ou de jogos), mas tenho mostrado meu currículo e portfolio e as reações tem sido bem positivas.

Bom, acho que já esgotei minha cota de português desta semana,

pelo visto vou ficar um bom tempo sem produzir nada especificamente com o Blender, então o foco dos posts terão que ser uma abordagem mais geral sobre esta área mesmo.

Espero que gostem 🙂

Um abraço congelado,

Dalai

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Vamos listar alguns pontos:
1) Quando eu era menor eu adorava ficar procurando o Wally nas mais diversas situações possíveis.

2) No final do ano passado eu tive que trabalhar direto com o SketchUp, finais de semana a fio …

3) O tédio é combustível da criatividade (ok, eu inventei isso 😉 )

Somando 1+2+3 temos . . .

Where’s Wally? disponível para ser usado no Google SketchUp.

Where's Wally?

Como foi feito?

Primeiro fui atrás de referências, e descobri que não tinha nenhum Wally disponível que já estivesse vetorial.

Então eu consegui uma boa imagem para o rosto, e uma boa para o corpo.

autocad_ps.jpg

Interessante que eu não encontrei nenhuma imagem em alta resolução do Wally inteiro, então tive que decupá-lo para conseguir vetorizá-lo.

Depois de umas tentativas dentro do próprio SketchUp, eu achei por bem usar o AutoCAD para redesenhar o Wally. Nesta etapa eu poderia utilizar CorelDraw, Adobe Illustrator, Inkscape, QCAD, … Mas como estava fazendo isso num sábado, entre um trabalho e outro, não quis arriscar perder muito mais tempo não.

O próximo passo foi levar para o SketchUp, fechar as áreas do desenho (Deus sabe como isso é chato) e colorir à gosto 🙂

wally_skt.jpg

Para finalizar, foi só fazê-lo acompanhar a câmera (eu costumo importar meu modelo para dentro de um componente existente para facilitar o trabalho) e mandar para o 3dWarehouse.

Para quem acompanhou esta saga até aqui, aqui vão os arquivos:

Arquivo em formato CAD do Wally.

Arquivo em formato SketchUp do Wally.

Arquivo em formato Google Earth do Wally.

Página do 3dWarehouse onde eu disponibilizei o arquivo.

Agora é usar e abusar do boneco mais simpático dos livros infantis 😉

Ora, mas para que você vai querer isso?

vraywally.png

Simples, para esconder o Wally sempre que possível em seus projetos 🙂

vraywally2.jpg

Abraços ociosos e criativos,

Dalai

Wally é marca registrada de seus criadores, e imagino que existam restrições para usá-lo comercialmente.

Ah, carnaval !!!

Como diria meu grande amigo João Francisco: “Carnaval não é uma época do ano, é um estado de espírito“.

E como eu gosto deste estado de espírito.

São pessoas de todos os tipos dispostas a trocar sorrisos e cumprimentos, bom dias e telefones.

E é sobre isso que vou versar hoje: comunicação.

No final do ano passado, estive em Londrina. Família grande. Primos, primas e agregrados fizeram a alegria dos dias que puderam ser curtidos juntos.

O marido da minha prima chama-se André. Ele é uma pessoa e profissional maravilhoso, que seguiu o rumo do design e artes gráficas ao longo de sua trajetória.

De uns tempos para cá, ele montou uma empresa própria – DBox Design – para continuar atuando na área de comunicação visual e desenho de produto dentro do mercado nacional.

DBOX DESIGN

A empresa dele é uma das poucas que eu conheço que tem todos os softwares licenciados e legalizados, incluindo a suíte Adobe e outros programas complementares.

Quando ele precisa apresentar algum projeto em 3D, ele utiliza o software Lightwave, e apesar do pouco uso que o programa tem para ele, o investimento da licença se justifica.

Vi então uma grande oportunidade de colaborar com o projeto do Blender: apresentar a um profissional de ponta, um programa capaz de fazer tudo que ele fazia com outro programa, com a vantagem de não haver custos relativos a licenças.

Ora, isto parece trivial para quem acompanha os avanços do Blender diariamente, mas eu tenho certeza de que existem milhares de pessoas que por pura desinformação ou preconceito não adotam soluções livres junto a seu esquema de trabalho.

É interessante lembrarmos que o mundo do software livre é muito dinâmico, e algumas vezes é questão de apenas meses para que uma ferramenta ou funcionalidade nova seja desenvolvida e possa anteder a um novo leque de usuários em potencial.

E o que seria de um programa sem seus usuários, dos novatos aos mais experientes?

Para apresentar o Blender a ele, eu fiz o download do filme Elephant Dream’s (curta de animação feito com software livre), mostrei a galeria online do Blender e mostrei rapidamente como fazer um modelo interativo na GameEngine com direito a Baking. Além disso peguei alguns arquivos de exemplo disponíveis no site do Mike Pan para mostrar as vantagens de alguns diferenciais do Blender, como o simulador de fluídos interno e a utilização de física real para auxiliar as animações.

Eu ainda aproveitei o final de ano para fazer um bom tutorial de modelagem de precisão, então pude mostrar também como funciona o sistema de janelas do Blender e o seu sistema de modelagem não-orgânica.

Talvez seja desnecessário dizer que ele adorou né? Ainda mais porque chegando em casa nós fomos mantendo contato acerca dos eventos que tiveram em São Paulo (curso no SENAC, …) e algumas outras novidades que poderiam interessar a ele.

Enfim, é com este tipo de recurso que o software livre tende a se expandir: o valioso recurso humano que por trás das telas do computador se propõe à participar do processo de construção de seu próprio programa.

E como diria Cartola: “E assim, íamos vivendo em paz …

Um grande abraço,

Dalai

Links Úteis:

http://www.elephantsdream.org/

http://www.blender.org/features-gallery/gallery/images/

http://www.allanbrito.com/2007/12/27/guia-de-modelagem-mecanica-para-o-blender/

http://homepage.ntlworld.com/r.burke2/presision_modelling.html

http://mpan3.homeip.net/

PS.:

Comecei a escrever este post logo depois do carnaval, mas infelizmente tenho tido pouquíssimo tempo para me dedicar ao Blog.

Mesmo assim, espero que apreciem este artigo 😉

Hoje finalmente terminei meu Portfolio.

Procurei organizá-lo de forma que mostrasse diversas áreas e técnicas dentro do escopo das Artes Gráficas (Design, 3D, 2D, …).

Estou fazendo isso para tentar algum estágio no Canadá nesta área (vou passar um tempo lá este ano, estudando). Eu já conversei com alguns profissionais de lá, e parece que o perfil do profissional canadense é extremamente especializado.

Por exemplo, conheci uma pessoa que é especializada em fazer apresentações (em Flash ou PowerPoint) para empresas. Ele é um ótimo designer e encontrou um nicho super seleto para trabalhar que eu nem sabia que existia.

Parece bem diferente do Brasil onde muitos profissionais acabam realizando várias tarefas distintas.

* * *

Capa
Desenho Técnico
Levantamento Fotogramétrico
Manipulação de Imagem
Perspectivas com VRay
Ilustração Vetorial
Perspectivas com o Blender
Publicações e Apresentações

* * *

Eu resolvi caprichar no portfolio, inspirado numa frase que eu li certa vez. Dizia algo como:

“Não é difícil arrumar um bom trabalho, o difícil é ter um bom portfolio”

Espero estar caminhando nesta direção 🙂

E quero em breve voltar a publicar alguns posts exclusivamente sobre Blender, mas por enquanto estou tendo que priorizar outras coisas (e acho que estou gostando de escrever artigos menos técnicos).

Grandes abraços,
e muito obrigado a todos que tem acessado ao blog.
Dalai

Desde que eu comecei a me interessar profissionalmente por animação que eu não deixo de assitir aos extras de um DVD do gênero que passe pelas minhas mãos.

Infelizmente – talvez pelos altos impostos ou o olho gordo das distribuidoras, o preço de um lançamento original chega a R$60,00 nas lojas.

Por outro lado, recorrer à pirataria seria como dar um tiro no meu próprio pé, tendo vista meu sonho de trabalhar nesta área (será que tem mercado no Brasil ???).

A título de curiosidade: um DVD pirata no Rio, custa de R$10,00 a R$15,00, podendo chegar a R$20,00 se for um DVD duplo. Em Londrina no Paraná, um DVD custa R$2,50 no camelódromo!!!! Caramba, será que até camelôé sobre-taxado???

Bom, brincadeiras à parte eu descobri uma maneira de expandir meu acervo/coleção sem gastar tanto dinheiro nem ter que recorrer a meios um tanto quanto “polêmicos”.

No Rio de Janeiro, existem algumas bancas de jornal no centro da cidade que vendem DVDs encalhados (normalmente arrematados em grandes lotes e sem incidência de impostos), originais e novos em folha por preços para lá de módicos.

Eu já comprei Os Incríveis (R$10,90), Robôs (R$8,00) e Era do Gelo I (R$10,00).

DVDs Animação

Inclusive, o DVD Os Incríveis veio com um defeito no segundo disco. Sem problemas, eu levei de volta onde eu tinha comprado, e na mesma hora trocaram por um funcionando (essa acho que nem as Americanas fazem 🙂 ).

Uma outra opção é recorrer a sebos. Isso eu só fui conhecer em Londrina (passei o Reveillon lá com minha família, bela cidade) , pois os sebos do Rio só recebiam minhas visitas nos tempos áureos de minha coleção de revistinhas da Disney (que por sinal perderam completamente a qualidade nos últimos dez, oito anos).

O sebo só tem o incoveniente de não contar com artigos novos, então é mais provável que terás que garimpar um pouco antes de adquirir um bom disco. Mesmo assim eu encontrei bons DVDs em Londrinas (ainda não fiz esta empreitada no Rio): ToyStory (R$10,00), Os Íncriveis (R$10,00 a R$12,00) e Bug’s Life (não lembro o preço, mas era nesta faixa).

Agora é bater perna e voltar para casa pra se divertir e estudar, com direito a bastante pipoca e guaraná.

Até mais,

Dalai

*este post foi escrito na fila de espera do DETRAN

Não, eu não estou propondo o fim definitivo dos correios, esta invenção maravilhosa de mais de 4400 anos.

Longe disso, o que eu quero trazer à tona é a real necessidade de usar a ferramenta conhecida como carimbo (ou clone stamp) em programas como GIMP ou Photoshop.

Soa quase irrestível, quando temos que retocar uma textura, corrigir uma foto, … , carimbo neles!

Porém, de uns tempos para cá, tenho tentado aperfeiçoar-me no melindroso aprendizado de pintura digital – eu almejo conseguir pintar cenários, bem como boas texturas feitas à mão.

Depois de ver alguns bons vídeos e tutoriais de pintura digital, percebi que é muito importante o uso de referências e uma boa paleta de cores para se desenhar e pintar. Mas referência não é tudo, é muito importante desenvolver a sensibilidade do artista, e eu resolvi me aventurar com a ferramenta de pincél.

Deixa eu explicar melhor com um exemplo:

Meu irmão está estudando Photoshop, e sempre que tem oportunidade ele ajuda os amigos fazendo tratamento digital das fotografias.

Outro dia ele me surgiu com esta foto:

Foto Original - StampFree

A idéia era diminuir o braço da menina, e corrigir um pouco as cores da foto.

Primeiro ele usou o filtro preferido dele, o liquify. Para quem não conhec, o filtro distorce a imagem como se ela fosse um líquido.

A forma ficou interessante (o braço ficou bem mais delgado), mas a distribuição das cores estava denunciando um volume estranho:

Liquified

A partir deste ponto eu fui ajudá-lo. Propus a ele que analisássemos a forma como a luz se distribui no braço, e como a mudança de tons na realidade representa a nossa representação de volume.

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