Vamos listar alguns pontos:
1) Quando eu era menor eu adorava ficar procurando o Wally nas mais diversas situações possíveis.

2) No final do ano passado eu tive que trabalhar direto com o SketchUp, finais de semana a fio …

3) O tédio é combustível da criatividade (ok, eu inventei isso 😉 )

Somando 1+2+3 temos . . .

Where’s Wally? disponível para ser usado no Google SketchUp.

Where's Wally?

Como foi feito?

Primeiro fui atrás de referências, e descobri que não tinha nenhum Wally disponível que já estivesse vetorial.

Então eu consegui uma boa imagem para o rosto, e uma boa para o corpo.

autocad_ps.jpg

Interessante que eu não encontrei nenhuma imagem em alta resolução do Wally inteiro, então tive que decupá-lo para conseguir vetorizá-lo.

Depois de umas tentativas dentro do próprio SketchUp, eu achei por bem usar o AutoCAD para redesenhar o Wally. Nesta etapa eu poderia utilizar CorelDraw, Adobe Illustrator, Inkscape, QCAD, … Mas como estava fazendo isso num sábado, entre um trabalho e outro, não quis arriscar perder muito mais tempo não.

O próximo passo foi levar para o SketchUp, fechar as áreas do desenho (Deus sabe como isso é chato) e colorir à gosto 🙂

wally_skt.jpg

Para finalizar, foi só fazê-lo acompanhar a câmera (eu costumo importar meu modelo para dentro de um componente existente para facilitar o trabalho) e mandar para o 3dWarehouse.

Para quem acompanhou esta saga até aqui, aqui vão os arquivos:

Arquivo em formato CAD do Wally.

Arquivo em formato SketchUp do Wally.

Arquivo em formato Google Earth do Wally.

Página do 3dWarehouse onde eu disponibilizei o arquivo.

Agora é usar e abusar do boneco mais simpático dos livros infantis 😉

Ora, mas para que você vai querer isso?

vraywally.png

Simples, para esconder o Wally sempre que possível em seus projetos 🙂

vraywally2.jpg

Abraços ociosos e criativos,

Dalai

Wally é marca registrada de seus criadores, e imagino que existam restrições para usá-lo comercialmente.

Ah, carnaval !!!

Como diria meu grande amigo João Francisco: “Carnaval não é uma época do ano, é um estado de espírito“.

E como eu gosto deste estado de espírito.

São pessoas de todos os tipos dispostas a trocar sorrisos e cumprimentos, bom dias e telefones.

E é sobre isso que vou versar hoje: comunicação.

No final do ano passado, estive em Londrina. Família grande. Primos, primas e agregrados fizeram a alegria dos dias que puderam ser curtidos juntos.

O marido da minha prima chama-se André. Ele é uma pessoa e profissional maravilhoso, que seguiu o rumo do design e artes gráficas ao longo de sua trajetória.

De uns tempos para cá, ele montou uma empresa própria – DBox Design – para continuar atuando na área de comunicação visual e desenho de produto dentro do mercado nacional.

DBOX DESIGN

A empresa dele é uma das poucas que eu conheço que tem todos os softwares licenciados e legalizados, incluindo a suíte Adobe e outros programas complementares.

Quando ele precisa apresentar algum projeto em 3D, ele utiliza o software Lightwave, e apesar do pouco uso que o programa tem para ele, o investimento da licença se justifica.

Vi então uma grande oportunidade de colaborar com o projeto do Blender: apresentar a um profissional de ponta, um programa capaz de fazer tudo que ele fazia com outro programa, com a vantagem de não haver custos relativos a licenças.

Ora, isto parece trivial para quem acompanha os avanços do Blender diariamente, mas eu tenho certeza de que existem milhares de pessoas que por pura desinformação ou preconceito não adotam soluções livres junto a seu esquema de trabalho.

É interessante lembrarmos que o mundo do software livre é muito dinâmico, e algumas vezes é questão de apenas meses para que uma ferramenta ou funcionalidade nova seja desenvolvida e possa anteder a um novo leque de usuários em potencial.

E o que seria de um programa sem seus usuários, dos novatos aos mais experientes?

Para apresentar o Blender a ele, eu fiz o download do filme Elephant Dream’s (curta de animação feito com software livre), mostrei a galeria online do Blender e mostrei rapidamente como fazer um modelo interativo na GameEngine com direito a Baking. Além disso peguei alguns arquivos de exemplo disponíveis no site do Mike Pan para mostrar as vantagens de alguns diferenciais do Blender, como o simulador de fluídos interno e a utilização de física real para auxiliar as animações.

Eu ainda aproveitei o final de ano para fazer um bom tutorial de modelagem de precisão, então pude mostrar também como funciona o sistema de janelas do Blender e o seu sistema de modelagem não-orgânica.

Talvez seja desnecessário dizer que ele adorou né? Ainda mais porque chegando em casa nós fomos mantendo contato acerca dos eventos que tiveram em São Paulo (curso no SENAC, …) e algumas outras novidades que poderiam interessar a ele.

Enfim, é com este tipo de recurso que o software livre tende a se expandir: o valioso recurso humano que por trás das telas do computador se propõe à participar do processo de construção de seu próprio programa.

E como diria Cartola: “E assim, íamos vivendo em paz …

Um grande abraço,

Dalai

Links Úteis:

http://www.elephantsdream.org/

http://www.blender.org/features-gallery/gallery/images/

http://www.allanbrito.com/2007/12/27/guia-de-modelagem-mecanica-para-o-blender/

http://homepage.ntlworld.com/r.burke2/presision_modelling.html

http://mpan3.homeip.net/

PS.:

Comecei a escrever este post logo depois do carnaval, mas infelizmente tenho tido pouquíssimo tempo para me dedicar ao Blog.

Mesmo assim, espero que apreciem este artigo 😉

Hoje finalmente terminei meu Portfolio.

Procurei organizá-lo de forma que mostrasse diversas áreas e técnicas dentro do escopo das Artes Gráficas (Design, 3D, 2D, …).

Estou fazendo isso para tentar algum estágio no Canadá nesta área (vou passar um tempo lá este ano, estudando). Eu já conversei com alguns profissionais de lá, e parece que o perfil do profissional canadense é extremamente especializado.

Por exemplo, conheci uma pessoa que é especializada em fazer apresentações (em Flash ou PowerPoint) para empresas. Ele é um ótimo designer e encontrou um nicho super seleto para trabalhar que eu nem sabia que existia.

Parece bem diferente do Brasil onde muitos profissionais acabam realizando várias tarefas distintas.

* * *

Capa
Desenho Técnico
Levantamento Fotogramétrico
Manipulação de Imagem
Perspectivas com VRay
Ilustração Vetorial
Perspectivas com o Blender
Publicações e Apresentações

* * *

Eu resolvi caprichar no portfolio, inspirado numa frase que eu li certa vez. Dizia algo como:

“Não é difícil arrumar um bom trabalho, o difícil é ter um bom portfolio”

Espero estar caminhando nesta direção 🙂

E quero em breve voltar a publicar alguns posts exclusivamente sobre Blender, mas por enquanto estou tendo que priorizar outras coisas (e acho que estou gostando de escrever artigos menos técnicos).

Grandes abraços,
e muito obrigado a todos que tem acessado ao blog.
Dalai